27 de novembro de 2012

Solidariedade Europeia - Aos poucos, vai chegando

O Conselho Europeu decidiu ontem (hoje de madrugada) mais um conjunto de medidas favoráveis à Grécia. Jean-Claude Juncker já indicou que também serão alargadas aos outros países em programa de assistência financeira, i.e., PT e IR.


  • Juros de parte dos empréstimos serão reduzidos, uma vez mais, desta vez em 1 p.p. - será para a parte de empréstimos concedida pelo EFSF e/ou pela CE; não acredito que a parte do empréstimo concedida pelo FMI altere os juros.
  • Será concedida uma carência de juros de 10 anos e uma extensão de prazo ambas para a parte do empréstimo respeitante ao EFSF (FEEF em Português)
  • Custo pago pelas garantias ao EFSF diminuem
  • Ganhos de compra dos títulos de dívida de um governo nacional em mercado secundário por parte do BCE serão devolvidos ao país em causa (GR, e se alargado aos outros países de programa, também para PT e IR).


É uma ajuda tardia mas bem vinda.
A pergunta permanece: saber se os Portugueses conseguem levar Portugal ao crescimento.

P.S.: No comunicado é dito o seguinte: "in 2016, Greece can reach a debt-to-GDP ratio in that year of 175% and in 2020 of 124% of GDP, and in 2022 a debt-to-GDP ratio substantially lower than 110%". Normalmente, os políticos quando apresentam perspectivas, costumam ser positivas. Mesmo assim, são valores assustadores que levam a pensar se uma nova reestruturação da dívida, impondo perdas nos parceiros europeus, não será a única medida capaz de por termo a esta crise...