Em “O Príncipe”, Maquiavel descreve como um Príncipe (ou Rei) pode chegar a regente e, posteriormente, manter o governo do seu reino, aumentando o seu território e a sua influência sobre os vizinhos. Esta edição tem um interesse adicional contendo anotações de Napoleão Bonaparte, himself!
Maquiavel descreve bem o espírito humano no que toca à ambição, identificando várias estratégias possíveis para atingir os objectivos. Fazendo as devidas metáforas, esta obra torna-se intemporal e aplicável às mais diversas situações: actos de decisão política, relações profissionais no comando de equipas e, imagine-se, até à convivência com amigos.
Um livro fascinante!
P.S.: Só as metáforas do próprio Maquiavel são, por vezes, inconvenientes. Aí vai uma que não consegui evitar de citar.
«Concluo, portanto, que, sendo a fortuna mutável e mantendo-se os homens fiéis à sua natureza, são felizes enquanto uma e outra se acomodarem e infelizes assim que deixarem de se conciliar. Além disso, sou de parecer de que é melhor ser ousado do que prudente, pois a fortuna é mulher e, para a conservar submissa, é necessário bater-lhe e contrariá-la. Vê-se, não raro, que prefere deixar-se vencer pelos ousados do que pelos que procedem friamente. Por isso é sempre amiga dos jovens, como mulher, visto eles terem menos respeito e mais ferocidade e subjagarem-na com mais audácia.»
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