Como o artigo é um pouco extenso, ficam abaixo os principais pontos do artigo. Espero que desperte a curiosidade para a leitura do artigo na íntegra.
Principais pontos:
Execução orçamental
- Ministério das Finanças sabia o orçamentado mas não controlava a execução orçamental.
- Governos anteriores ao actual esconderam 800 mil milhões de euros de dívida em derivados com a ajuda do Goldman Sachs.
Cobrança de impostos
- Os tribunais demoram 15 anos a julgar um caso de fraude fiscal/fuga aos impostos. Demoram 8 anos a julgar casos de corrupção dos inspectores das finanças.
- Tais factos impediam a cobrança de impostos pelo que se estima que a economia paralela ronde os 40% do PIB.
- Para ajudar a situação, em anos de eleições o governo dá instruções aos inspectores de finanças para que não façam o seu trabalho.
- Todas as profissões liberais declaram o rendimento mínimo para não pagar imposto. Consideram que, se a lei fosse aplicada, todos os médicos do país seriam presos!
- Os prevaricadores podem lavar o dinheiro através da compra de imobiliário uma vez que a Grécia é o único país na Europa sem registo nacional de propriedade imobiliária...
- Por tudo isto, os gregos embora sejam bastante hospitaleiros, entre si são pessoas desconfiadas não conseguindo elogiar ninguém porque têm quase a certeza de que essa pessoa está a fugir aos impostos.
Estatística
- Os números do défice e da inflação eram constantemente cozinhados no sentido de cumprirem com os valores definidos no PEC. O exemplo de como o responsável do departamento de estatística, conhecido entre os banqueiros de investimento como "The Magician", chegou a trocar as laranjas (mais caras) por limões na composição do índice de preços é simplesmente surreal.
Reformas
- A reforma para profissões de desgaste rápido era aos 55 para os homens e aos 50 para as mulheres. No entanto, cerca de 600 profissões conseguiram ser classificadas neste tipo, entre elas incluem-se: cabeleireiros, empregados de mesa, músicos, locutores de rádio, etc.
Conclusão
- A parte peculiar da estória é que os gregos aceitam estes roubos de dinheiro público de forma ligeira porque é um mal já entranhado na sociedade. Todos o fazem, ou conhecem alguém próximo que o faça.
- No entanto, quando um grupo de monges, os Vatopaidi, conseguiram benefícios ilegítimos do governo, como os gregos não os consideram pertencentes à sua sociedade, indignaram-se, exigiram a queda do governo e o apuramento de responsabilidades.
- Isto foi no final de 2009, mal entrou em funções, o novo governo admitiu que as contas não estavam bem feitas. Reviu os valores do défice para números assombrosos. O rating foi cortado. E, desde então, a história é conhecida.
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