31 de julho de 2011

BIC ganha corrida à compra do BPN

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=499035

Não percebi e espero que a informação da notícia não seja totalmente fidedigna.

Ora segundo a notícia, o governo tinha as seguintes possibilidades:

1) Receber 40 milhões de euros, com a necessidade de reembolsar os custos que o comprador tiver com despedimentos ou reestruturação de balcões. Nos próximos 5 anos, se existirem lucros acima de 60 milhões de euros, o Estado recebe 20% do excedente face a esses 60 milhões (ex.: se o BPN tiver 100 milhões de euros de lucro, o estado recebe 8 milhões).

2) Receber 100 milhões de euros sem necessidade de prestar quaisquer contrapartidas no futuro.

Qual é que escolheria?
Eu, obviamente, escolheria a segunda opção. 1º não tenho custos extra; 2º a minha remuneração não depende de incerteza futura.

Qual é que o governo escolheu?
Olhem, faz-me lembrar aquela anedota do sultão que dá 1 milhão de euros às candidatas a esposa para saber quem o utilizaria melhor. E no final escolhe a que tem "melhor figura".

O governo parece ter recebido as propostas. Estudou-as. Depois, ao que retrata a notícia, escolheu o mais "amigo"...


Update: Por isso, é aguardar mais transparência relativamente a este negócio para percebermos melhor os seus contornos.

28 de julho de 2011

Concertação social

Por que razão as reuniões de concertação social apenas servem para discutir a flexibilização laboral?

Vi no outro dia uma estatística que, se não me engano, 85% do emprego é gerado por pequenas e médias empresas.

Sinceramente, não me parece que estas empresas façam depender a sua capacidade de contratar pelas actuais leis laborais.

Por exemplo, é conhecido que as empresas de auditoria/consultoria simplesmente não despedem pessoas, “convidam-nas a procurarem uma carreira num local diferente”. E, por conseguinte, as pessoas “auto” despedem-se.

Outro exemplo será o de uma pequena fábrica ou de uma loja. Não me parece que as actuais leis laborais desmotivem a criação destes tipos de empresas. Existe actualmente liberdade para ter um trabalhador sem grandes dificuldades de o despedir durante 3 anos, recorrendo a consecutivos contratos a prazo.

Por isso entendo que já existe flexibilidade laboral suficiente.

E se estas reuniões da concertação social fossem dirigidas para os empresários?

O governo deveria fazer o trabalho de casa, definindo os pontos estratégicos onde a economia portuguesa deve assentar. A partir daí, estas reuniões serviriam para “guiar” os empresários portugueses no sentido de melhorar a competitividade económica.

Uma orientação possível poderia ser a obrigatoriedade de X% da facturação total ser utilizada na compra de máquinas mais sofisticadas ou na formação técnica dos trabalhadores.

Como podem ver em posts anteriores, para mim o mal do pobre desenvolvimento português é a fraca acumulação de capital (i.e., máquinas). O facto das nossas empresas, aliás, os nossos empresários terem em vista o lucro rápido e não pensarem o futuro ou terem ambição para tentarem algo mais arrojado.

Ora, se os empresários não têm essa visão por si próprios, então alguém tem de a impor.

Em suma, para mim, as reuniões de concertação social seriam o local ideal para tentar colocar Portugal no caminho certo, não pela desregulamentação do mercado de trabalho que já é flexível o suficiente, mas moldando os empresários para práticas de incremento da produtividade.

10 de julho de 2011

Regulamentação

Uma das principais conclusões desta crise financeira é que os humanos têm racionalidade limitada, i.e., não têm capacidade para analisar todas as alternativas viáveis, ponderando todas as probabilidade de realização de cada uma delas, no sentido de escolher a melhor para si.

Isto não é assumir que somos estúpidos, é assumir que, face a um problema, colocam-se tantas possibilidades com imensas consequências, as quais são simplesmente impossíveis de prever o respectivo resultado para as nossas pretensões iniciais.

É por esta razão que deixar o Mercado funcionar livremente não serve os melhores interesses da sociedade e a Regulamentação é necessária, como por exemplo, no caso dos mercados de instrumentos financeiros derivados.

A regulamentação não é necessária porque o governo sabe melhor avaliar as consequências do que as pessoas individualmente.
A regulamentação é necessária para restringir o raio de acção dos intervenientes do mercado a um conjunto de modo a ser-lhes possível tomar consciência e medir o verdadeiro alcance das suas decisões

9 de julho de 2011

Bancos e os países

A história de como os Bancos podem tomar conta de uma sociedade.

http://www.youtube.com/watch?v=ZPWH5TlbloU&feature=player_embedded#at%3D670

É um pouco dramático e parece teoria da conspiração. Mas os factos históricos não o são!
Atenta nas declarações do Thomas Jefferson e reflecte bem no assunto.

Vale a pena pensar nisto.


P.S.: Se precisares consegues ver com as legendas do youtube, nas opções abaixo do vídeo.