Recomendo vivamente a leitura deste texto.
Excerto:
"Until we purge the bad debt from the financial system, we will be stuck with a long and painful de-leveraging."
Aventura - s. f. 1.Feito extraordinário; 2.Caso inesperado que sobrevém e que merece ser relatado; 3.Acaso
28 de setembro de 2011
26 de setembro de 2011
Despedimento por justa causa
O tema da flexibilização do motivo de despedimento por justa causa foi lançado na quinta pelo governo.
Muito se vai escrever e falar.
Relembro que este é um ponto EXPLÍCITO no memorando da Troika. Aliás, foi o ponto que eu comentei assim que li o memorando.
Logo, faz-me imensa confusão o PS vir agora negar o apoio a esta medida. É política demasiado fraca...
Se estão contra, deveriam tê-lo dito na altura da negociação do memorando.
Muito se vai escrever e falar.
Relembro que este é um ponto EXPLÍCITO no memorando da Troika. Aliás, foi o ponto que eu comentei assim que li o memorando.
Logo, faz-me imensa confusão o PS vir agora negar o apoio a esta medida. É política demasiado fraca...
Se estão contra, deveriam tê-lo dito na altura da negociação do memorando.
23 de setembro de 2011
Quem detém a nossa dívida?
Gráfico interessante (credito ao The Big Picture) sobre quem detém a nossa dívida pública.
Pode-se também comparar com os EUA, UK e Japão e as outras economias com o programa de assistência financeira da Troika.
É de notar que as grandes economias dos os EUA, UK e Japão têm uma maior facilidade de deter rácios elevados de dívida em relação ao PIB na medida em que a maior parte da dívida é detida por nacionais. Este ponto é especialmente válido para o Japão.
Deste modo, os governos recebem imposto sobre o pagamento de juros relacionados com a sua própria dívida, implicando uma taxa de juro efectiva inferior.
Pode-se também comparar com os EUA, UK e Japão e as outras economias com o programa de assistência financeira da Troika.
É de notar que as grandes economias dos os EUA, UK e Japão têm uma maior facilidade de deter rácios elevados de dívida em relação ao PIB na medida em que a maior parte da dívida é detida por nacionais. Este ponto é especialmente válido para o Japão.
Deste modo, os governos recebem imposto sobre o pagamento de juros relacionados com a sua própria dívida, implicando uma taxa de juro efectiva inferior.
20 de setembro de 2011
Contas da Madeira
As contas da Madeira estão uma miséria.
Os encobrimentos de dívida nos últimos anos implicaram uma grave acumulação de dívida.
Agora irão ficar sujeitos a um programa de assistência pelo continente.
Nós podíamos fazer como a Alemanha (UE) nos fez a nós e dizermos: agora amanhem-se.
Mas defendo que não devemos fazer aos outros aquilo que não queremos que nos façam a nós.
Pelo que me contam, a Madeira beneficiou bastante das obras realizadas nos últimos anos, logo penso que também deve pagar uma quota proporcionalmente superior aos custos que sejam imputados ao resto do território nacional.
Sendo assim, a uniformização da fiscalidade face a Portugal continental e a diminuição dos custos da administração (funcionários, cargos de chefia, etc) acima da diminuição no resto do país parecem-me o caminho natural a seguir...
E, todos nós teremos de suportar mais um imposto. Acho estranho ainda não ter acontecido a 4ª conferência de imprensa do Ministro das Finanças. Será que vamos perder o resto do 13º mês?
Infelizmente, como diz o CEO da Jerónimo Martins, quando estamos falidos não podemos reclamar.
P.S.: Embora seja uma vergonha, Alberto João Jardim será reeleito e nada lhe irá acontecer pois o nosso sistema judicial não funciona. Eu se fosse madeirense tinha todos os incentivos a votar nele. Ele criou esta situação e tem toda a vontade em safar a Madeira, pois assim, salva-se a ele, ao seu ego.
P.S.2: Imagine-se se Portugal fosse um conjunto de regiões autónomas. Tínhamos mais 5 ou 6 Madeiras. É preciso ter muito cuidado com a responsabilidade que se dá aos nossos políticos. É necessário dar mais força às instituições que os controlam, como o Tribunal de Contas.
Os encobrimentos de dívida nos últimos anos implicaram uma grave acumulação de dívida.
Agora irão ficar sujeitos a um programa de assistência pelo continente.
Nós podíamos fazer como a Alemanha (UE) nos fez a nós e dizermos: agora amanhem-se.
Mas defendo que não devemos fazer aos outros aquilo que não queremos que nos façam a nós.
Pelo que me contam, a Madeira beneficiou bastante das obras realizadas nos últimos anos, logo penso que também deve pagar uma quota proporcionalmente superior aos custos que sejam imputados ao resto do território nacional.
Sendo assim, a uniformização da fiscalidade face a Portugal continental e a diminuição dos custos da administração (funcionários, cargos de chefia, etc) acima da diminuição no resto do país parecem-me o caminho natural a seguir...
E, todos nós teremos de suportar mais um imposto. Acho estranho ainda não ter acontecido a 4ª conferência de imprensa do Ministro das Finanças. Será que vamos perder o resto do 13º mês?
Infelizmente, como diz o CEO da Jerónimo Martins, quando estamos falidos não podemos reclamar.
P.S.: Embora seja uma vergonha, Alberto João Jardim será reeleito e nada lhe irá acontecer pois o nosso sistema judicial não funciona. Eu se fosse madeirense tinha todos os incentivos a votar nele. Ele criou esta situação e tem toda a vontade em safar a Madeira, pois assim, salva-se a ele, ao seu ego.
P.S.2: Imagine-se se Portugal fosse um conjunto de regiões autónomas. Tínhamos mais 5 ou 6 Madeiras. É preciso ter muito cuidado com a responsabilidade que se dá aos nossos políticos. É necessário dar mais força às instituições que os controlam, como o Tribunal de Contas.
Alberto João Jardim
Este homem faz, esconde, diz que esconde e ainda se acha no direito de dizer que foi prejudicado...
É melhor não dizer mais nada... é o "Máior"!
14 de setembro de 2011
Isto não está bonito…
A Grécia vai entrar em incumprimento.
Merkel e Sarkozy estão agora a falar com Papandreou,
talvez, para ultimar os pormenores de como será feito o incumprimento. Pelos vistos, continuarão na zona euro.
Os bancos europeus, maioritariamente os franceses e alemães,
detêm valores impressionantes de dívidas dos estados europeus.
Estas dívidas são cotadas nos balanços dos bancos pelo valor
original de compra. Ao contrário das carteiras de acções que são reavaliadas ao
preço de mercado todos os dias, reconhecendo as perdas ou ganhos, em relação às
dívidas dos estados, apenas quando um país entrar em incumprimento é que os
bancos têm de reconhecer a variação do seu valor nos resultados do balanço.
Mal a Grécia entre em incumprimento, assumindo uma desvalorização
da dívida de 50-60%, o mercado estima este montante, alguns bancos pequenos podem
entrar em dificuldade. No entanto, os maiores não terão perdas significativas.
Agora se Portugal e Irlanda seguirem o mesmo caminho, os
mercados, ajudados pelas agências de rating, vão especular que outros países frágeis
irão também entrar em dificuldades. Logo, estas expectativas serão self-fulfilling e, por isso, imagine-se a Espanha ou a Itália entram também em
incumprimento.
Basta um destes países. Os bancos europeus entrariam em falência.
Aí seria preciso os seus estados entrarem no capital dos bancos.
Há um ligeiro problema: os grandes bancos europeus são
demasiado grandes para serem salvos! Por exemplo, o sistema financeiro francês é 4x o seu PIB.
Por isso quando o José Manuel Barroso diz:
“O sucesso de Portugal não depende apenas de si próprio, mas
também do comportamento dos outros países em dificuldade.”,
o que deve ser lido é:
“Espanha ou Itália apenas se safam se os actuais países
intervencionados mostrarem que estão a ter sucesso na redução do défice e da dívida
pública.”
Só assim se compreende a comunicação da comissão de hoje
onde decidiu o seguinte para os empréstimos a Portugal e Irlanda:
- Eliminação do spread de juro relativo ao empréstimo feito
pelo FEEF a Portugal, com efeitos retroactivos.
- Duplicação do prazo de pagamento deste empréstimo, i.e.,
dos actuais 15 para 30 anos.
O medo instalou-se nos gabinetes de Merkel, Sarkozy e Barroso.
É como eu explico esta súbita solidariedade europeia.
O engraçado é que, por sermos o elo mais fraco, o futuro da Zona-Euro está agora nas nossas mãos (e dos Irlandeses).
10 de setembro de 2011
Manifesto Comunista - Karl Marx
Terminei o Manifesto Comunista de Karl Marx (1848) (clicar para download).
Continua a espantar-me o facto de livros escritos há mais de
um século, este foi publicado em 1848, conseguirem descrever o estado actual da
sociedade.
Se tiverem a oportunidade, dêem uma leitura ao Primeiro Capítulo
– Burguesia e Proletariado. Tomando Burguesia por Neoliberais ou defensores da
liberdade de mercado, a descrição de Marx é em tudo similar ao actual status
quo existente no Mundo. Desde a divisão de riqueza entre classes sociais, à
tendência de exploração dos trabalhadores que o mercado sem qualquer regulação irremediavelmente
acarreta, Marx parece que vive nos dias de hoje.
Estava expectante para perceber como Marx analisaria a falha
ideológica na doutrina Comunista:
O fim da propriedade privada implica o desaparecimento dos incentivos
a trabalhar e, consequentemente, condena um país ao definhamento económico.
A verdade é
que Marx desconsidera estas acusações com uma análise bastante superficial indicando
que, se tal fosse verdade, uma “bourgeois society ought long ago to have gone
to the dogs through sheer idleness; for those of its members who work acquire
nothing, and those who acquire anything do not work”.
Marx não estava a tomar em consideração o facto de, por
muito pouco que um homem ganhe, isso é sempre um incentivo a trabalhar. Se,
pelo contrário, caso um indivíduo trabalhe ou não, lhe for dado sustento, este perde
a necessidade de trabalhar. Os níveis de produtividade caem e a economia entra
numa lenta e irremediável recessão.
Mais tarde, a URSS viria a comprovar esta falha ideológica.
O livro termina elencando várias formas de comunismo, as
quais Marx considera serem formas menores ou sem capacidade de realização. Defende
que a única maneira de impor os ideais comunistas é através da revolução do
Proletariado via sistema político, terminando o livro com: “Workingmen of all
countries, unite!”
Em suma, gostei bastante. Acho uma peça importante na reflexão
sobre a nossa forma actual de organização social.
9 de setembro de 2011
Marques Mendes e os cortes no Estado
Ver a notícia aqui:
Marques Mendes apresenta lista para cortes na máquina do Estado
Gostei bastante. Gostaria que o Governo comentasse.
Marques Mendes apresenta lista para cortes na máquina do Estado
Gostei bastante. Gostaria que o Governo comentasse.
5 de setembro de 2011
Estados Unidos da Europa
Alguns apenas sussurram e a medo.
Outros fingem não querer.
Muitos nem percebem do que se fala mas...
...há quem o diga de forma clara! (clicar)
Novidade? Não!
Esta é uma já "velha" discussão, do final do séc. XVIII, que permitiu o nascimento dos EUA.
Outros fingem não querer.
Muitos nem percebem do que se fala mas...
...há quem o diga de forma clara! (clicar)
Novidade? Não!
Esta é uma já "velha" discussão, do final do séc. XVIII, que permitiu o nascimento dos EUA.
Será uma questão de fé??
"Barroso afasta possibilidade de recessão." -in Expresso
"Portugal vai superar a crise" - Vitor Gaspar, Min. das Finanças
"Ferreira Leite critica medidas do Governo para combater o défice." - in Público
Será que esta gente vive em alguma realidade alternativa?
É que por aqui ainda não percebemos qual é o caminho!
Que estamos a ficar sem dinheiro, isso já muitos perceberam!!!
"Portugal vai superar a crise" - Vitor Gaspar, Min. das Finanças
"Ferreira Leite critica medidas do Governo para combater o défice." - in Público
Será que esta gente vive em alguma realidade alternativa?
É que por aqui ainda não percebemos qual é o caminho!
Que estamos a ficar sem dinheiro, isso já muitos perceberam!!!
1 de setembro de 2011
Eufemismo ou cinismo?
Até onde irá a criatividade destes políticos?
"Taxa adicional de solidariedade" - ??!! (clicar)
Ah!... Dizem-nos que irá permitir a promoção dos programas de apoio social aos mais necessitados.
Cada vez que proclamam esta intenção, o défice aumenta!
Gato escaldado de água fria tem medo!
"Taxa adicional de solidariedade" - ??!! (clicar)
Ah!... Dizem-nos que irá permitir a promoção dos programas de apoio social aos mais necessitados.
Cada vez que proclamam esta intenção, o défice aumenta!
Gato escaldado de água fria tem medo!
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